Deixadinha no ar!

23 07 2008

Finalmente, fiz uma coisa que planejava há algum tempo. Está no ar o Deixadinha, blog voltado para o tênis (o esporte, não o calçado). Passem por lá, confiram e adicionem aos favoritos.

O Blog do Alemão será o B, terá menos atenção, o que já vem acontecendo, e reunirá todos os outros assuntos.





Amanhã tem história

14 04 2008

Jean Loup Gautreau/AFP

Dá para saber, geralmente, quando se está diante de um momento histórico. Daqueles que você vai lembrar para sempre e que vai fazer parte da retrospectiva na última sexta-feira do ano. Coisa de quem viu, ao vivo, Pedro Bial fazendo passagem em frente à multidão que arrancava pedaços do Muro de Berlim ou de quem pagou ingresso para uma corrida de carros com a família e viu a Williams de Ayrton Senna se espatifar na Tamburello.

Amanhã é a minha vez. A minha e a de todos que estarão no Aberto de Santa Catarina para torcer pela última vez e se emocionar com aquele que fez o improvável, o Guga. Não falo só de títulos. Falo de se levantar a cabeça quando tudo conspira contra e de manter a humildade do tamanho de sua fama.

Ao lado de Senna e Pelé, Guga faz parte da tríade intocável de ídolos brasileiros. Esses heróis que nascem de vez em quando para serem exemplos de sucesso, garra e determinação. Mitos com nome simples, duas sílabas, de pronúncia fácil para a criança e para o adulto em qualquer parte do mundo. A marca de um país diferente de todos os outros, de contrastes, que tornou lendas de igual grandeza o filho do rico, do pobre e da família de classe média. É o símbolo de tudo que o Brasil, na alma do povo, quer.

Contestem ou não, Pelé, Senna e Guga deixaram o esporte no topo daquilo que ele representa. Um foi o melhor no que fez, sem dúvida; outro, um determinado incurável; o terceiro, levou o sorriso, a alegria e a satisfação de poder jogar. Fico com a manchete do jornal francês L`Équipe após o primeiro título de Roland Garros, em 97: “Obrigado pelo sorriso”.

Amanhã, vou ver o Guga fazer história.

Alemonada 1: Thomaz Belucci sentiu a pressão de defender o Brasil pela Copa Davis em casa e com favoritismo. Perdeu a primeira partida para a Colômbia. Mas ainda boto fé no garoto. Não peço nem espero outro Guga. Mas um top 100, 80, 50 – tanto faz a idade em que o tenista alcance isso – ajudaria o esporte a se desenvolver. Quero vê-lo e o João Souza, o Feijão, no Aberto de SC.

Alemonada 2: Se a história da parceria entre Correios e Confederação Brasileira de Tênis se confirmar e for bem trabalhada, teremos aí o mais importante impulso para o tênis desde os primeiros títulos de Guga.





A minha lista

26 03 2008

Como prometido, aí vai a minha lista dos dez melhores jogadores do mundo de 1990 até hoje:

romario.jpg

1 – Romário: para Cruijff, o gênio da grande área. Finalização e colocação perfeitas e, do início até o meio da carreira, explosão. O principal responsável pelo tetra. Criatividade e ousadia dentro e fora do campo, sempre com comentários divertidos e polêmicos. E o melhor: o Baixinho foi criado no Vascão, onde conquistou um Brasileirão e a inesquecível Copa Mercosul (ainda falo sobre ela aqui). Bom, Papai do Céu apontou para ele e falou: “esse é O Cara”. Ver: gols, muitos gols

zidane1.jpg

2 – Zidane: Sempre fui fã de jogadores cerebrais. Elegante dentro de campo, driblando e armando as jogadas com toques sutis e cabeça em pé. Zizou é gênio, o Brasil sabe bem. E não tinha sangue de barata. Ver: o gol na final da Liga dos Campeões em 1999.

ronaldo.jpg

3 – Ronaldo: Dribles e velocidade que eu nunca tinha visto antes. Incrível finalização. E um poder de recuperação sensacional. O retorno do Fenômeno aos gramados depois da grave lesão no joelho e o título na Copa de 2002 calaram a boca de muita gente. Ainda bem. Ver: a primeira lesão no joelho e os gols na Copa de 2002

ronaldinho.jpg

4 – Ronaldinho Gaúcho: Como expliquei em post anterior, sempre achei que ele estaria entre os dez melhores jogadores de todos os tempos se fosse O Cara de uma Copa do Mundo. Ainda não foi e vive uma fase difícil no Barcelona. Mas não dá para deixar de lado toda a sua capacidade criativa e os dribles desconcertantes que lhe renderam o título de melhor do mundo da Fifa em 2004 e 2005, entre outros prêmios. Ver: toda a habilidade de Ronaldinho

vanbasten.jpg

5 – Van Basten: O craque holandês abandonou o futebol cedo – aos 28 anos, devido a uma lesão no tornozelo – mas fez estrago enquanto jogou bola. Confesso que acompanhei mais a carreira dele após sua aposentadoria, por meio de documentários e vídeos de jogadas. Formou talvez o trio mais importante do futebol mundial entre 88 e 92, ao lado de Gullit e Rijkaard, no Ajax, no Milan e na seleção holandesa. O homem sabia fazer gol. Ver: gol de tudo quanto é jeito

baggio1.jpg

6 – Roberto Baggio: O meia é mais lembrado pelo pênalti que perdeu na final da Copa de 1994 que deu o tetra para o Brasil. Ah, tem a trancinha também. Mas o habilidoso meia fez seu nome jogando principalmente pela Fiorentina, pela Juventus e pelo Milan, além da seleção italiana. Ver: grandes lances e o pênalti perdido na Copa de 94 (hehehe)

maldini.jpg

7 – Maldini: Paolo seguiu os passos do pai e fez história no Milan e na Azzura, como lateral-esquerdo e zagueiro. Seguro e preciso nos passes, o Cuore di Drago (Coração de Dragão) formou o grande Milan do início da década de 90, com Baresi, Van Basten, Gullit, Rijkaard… Na seleção, foi vice mundial em 1994. Ver: homenagem dos torcedores rossoneri

rivaldo.jpg

8 – Rivaldo: O nordestino fez parte do Carrossel Caipira do Mogi Mirim em 1992, ao lado de Leto e Válber. Depois jogou no Corinthians e no Palmeiras, mas fez estrago mesmo na Espanha, no La Coruña e no Barcelona. Com um chute temível de fora da área e criatividade, Rivaldo marcou sua passagem pela Seleção com grandes atuações nas Copas de 98 e 2002. Poderia ter sido maior, não fosse a falta de marketing – como falou o Bruxo – e a mania de perseguição. Ver: gols da fase áurea

stoichkov.jpg

9 – Stoichkov: De temperamento forte, o canhoto búlgaro batia na bola e arrumava problema como poucos. Teve seu auge jogando pelo Barcelona entre 1990 e 1995, aliando velocidade, dribles e grandes chutes. Levou uma limitada Bulgária à quarta colocação na Copa do Mundo de 1994. Ver: pequeno documentário com lances do craque (em inglês)

kaka.jpg

10 -Kaká: O jogador mais bonzinho do Brasil representa o que o futebol moderno mais deseja e raramente consegue: disciplina tática sem deixar de lado a técnica. Deixou sua marca no São Paulo e foi cedo para a Europa. Não demorou para se acertar no Milan e é, atualmente, o craque do time. Na Seleção, é o exemplo que Dunga quer. A décima posição é também pela esperança que ele representa. Ver: grandes lances do meia

Quem concorda? Quem discorda?
Até sexta faço a contagem dos votos do pessoal.





Qual o seu top ten? Provocação futebolística

24 03 2008

topten.jpg

Aproveitando o gancho do post do Ronaldinho Gaúcho, vou lançar uma provocação aos amigos blogueiros que gostam de futebol (Tiagão, Bruxo, Lucas, Felipe, Faraco): façam a lista dos dez melhores jogadores de futebol de 1990 até hoje, em ordem, do primeiro ao décimo.

Se preferirem, postem suas escolhas nos blogs de vocês. Até sexta deve sair a minha lista. No final, coloco o balanção aqui. Além dessa turma, se alguém quiser listar os craques, pode colocar nos comentários.

Quero só ver a polêmica.





Ronaldinho Gaúcho, uma interrogação

24 03 2008

ronnie1.jpg

Desde 2004, mantenho a opinião de que Ronaldinho Gaúcho seria um dos dez melhores jogadores do mundo em todos os tempos se fosse “O Cara” de uma Copa do Mundo. Nunca tinha visto um craque fazer tanto estrago nos adversários de uma maneira que parecia fácil. Estava sempre sorrindo ao realizar as jogadas (os dentões ajudam nisso). Era elástico, drible em velocidade ou parado, gol de falta e bicicleta e tudo mais. Incrivelmente, o rapaz estava um passo além de Ronaldo e Zidane (este, definitivamente, um top ten).

Ronaldinho completou 28 anos na última sexta-feira. É uma idade crítica. Um jogador é considerado “experiente” com 30 anos. Mas o problema nem é a idade. O gaúcho vive uma fase difícil no Barcelona. Contusões misteriosas, atuações apagadas, banco de reservas. Na Seleção, nada de convocação. O que é preciso para que o astro possa retomar o futebol de alguns anos atrás? Uma transferência urgente. Interesse não falta, muita gente ainda acredita na habilidade do dentuço.

Só o futuro dirá se Ronaldinho vai figurar em algumas daquelas polêmicas listas de melhores do mundo. Torço para isso.

Alemonada 1: Deu, Fish, chega. Chegar à final do Masters Series de Indian Wells foi demais para você. Jogou bem, bateu Federer e Nalbandian (a Cuca vai puxar seu pé à noite por isso), mas o tênis neste primeiro semestre tem um nome: Novak Djokovic. Festa completa em Belgrado com o título da Ana Ivanovic…

Alemonada 2: Dá-lhe, Zé Pereira! O irmão da tenista número 1 do Brasil, a Teliana, faturou a Copa Gerdau, um dos principais torneios do mundo no juvenil. Vai ficar entre os 15 melhores do mundo. E o mais legal: tem 17 anos, ou seja, ainda tem mais um ano na categoria. Bora, Zé!





Por que o blog do Meligeni é genial

20 03 2008

Post sobre como jogar contra tenistas que exclusivamente sacam e voleiam, tipo o monstro Ivo Karlovic. Lá pelas tantas, o Fino conta as dicas que os treinadores davam para vencer esse tipo de jogador e manda essa:

Essa os técnicos não falavam mas eu adorava. A primeira bola que sobrar clara na tua direita e ele estiver na rede, dá no meio do peito dele, na próxima vez que subir ele vai ficar mais atrás na rede e vai abrir mais espaços. Adorava essa.

O Blog do Fininho é imperdível para quem curte tênis. As histórias que o cara conta sobre o circuito são sensacionais.