Por que Fosco?

8 04 2008

Até hoje fico constrangido quando me perguntam qual meu MSN.

— É foscoalemao@hotmail.com. F-O-S-C-O alemão — respondo, meio assim, esperando a nova pergunta.

— Sim, fosco. É um apelido que ganhei dos meus amigos de Itajaí.

E aí vêm as risadas e o “Por quê?”. E é para tentar diminuir a freqüência com que ouço essa pergunta que resolvi explicar o apelido. Sem exagero, devo ter contado essa história umas 50 vezes.

Em 2000 ou 2001, não sei bem, a professora de Educação Artística do saudoso Colégio São José, Eloir, entrou na sala e anunciou:

— Semana que vem, faremos um mosaico com azulejos. Vocês devem pensar em um desenho e comprar o material necessário, azulejos coloridos e rejunte.
Respect my authority!
Eu e meus amigos Luis Carlos e Filipe (aka Doug) – por onde andam? – escolhemos representar o Cartman, do South Park (esse aí do lado). Descolados nós, não? E fomos atrás dos benditos azulejos. Alguns colegas de classe indicaram uma loja próxima à antiga rodoviária da cidade, no Centro. Outros nem compraram o material e cataram azulejos das reformas que o colégio estava fazendo. Vou omitir os nomes.

Entramos na loja e começamos a escolher as cores que precisávamos. Azul para a touca, vermelho para a blusa, amarelo para as luvas, branco para os olhos…

— Precisamos também de azulejos cor-de-pele, tipo assim — pediu o Luis, apontando para a minha pele.

— Ah, fosco! — respondeu a atendente, sem saber que acabara de pronunciar o apelido pelo qual eu seria conhecido no colégio até a formatura do Terceirão. O Luis e o Filipe apontaram para mim e zombaram, em coro:

— FOSCO, FOSCO, FOSCO!!!

Não gostei do apelido, claro, e por isso ele pegou. Os amigos de lá ainda me chamam assim. Há as variações Fosoc e Foscolino. O Rômulo insiste até hoje que o Axl canta o verso “And now Fosco!” em uma música obscura do Guns’n'Roses. Até mesmo a Taise é às vezes chamada de Fosca.

Depois, em Florianópolis, virei Alemão. Mas essa é outra história.